Campanha · Estudo de caso

Como não perder um cliente de tráfego: quando gerar resultado não basta

5 de setembro de 2026por Marcel Novaesem CampanhasAgência: Ascen
SaúdeMeta AdsGoogle Ads

Desempenho consolidado

Resumo executivo

Indicadores principais

FaturamentoR$ 51.310,85
ROAS3,9x
Investimento em mídiaR$ 13.045,30
Vendas24

Indicadores auxiliares

Investimento diárioR$ 66,56
Contatos734
Leads qualificados88
Conversão em vendas3,3%
Custo por contatoR$ 17,77
Custo por lead qualificadoR$ 148,24
Custo por vendaR$ 543,55
Ticket médioR$ 2.137,95
Capa editorial do estudo: Como não perder um cliente de tráfego: quando gerar resultado não basta

Introdução

Como não perder um cliente de tráfego quando as campanhas estão gerando receita?

Essa pergunta surgiu em um projeto do segmento de saúde. Entre janeiro e a primeira metade de julho de 2026, Google Ads e Meta Ads registraram R$ 51.310,85 em receita atribuída, com R$ 13.045,30 de investimento em mídia. O ROAS foi de 3,93x.

Mesmo com esses números, o cliente relatava não enxergar resultado. Uma das principais reclamações era a chegada de leads considerados desqualificados. Havia também resistência em ampliar o investimento para buscar crescimento.

Naquele momento, buscávamos contratar uma nova CRC para fortalecer o atendimento e o acompanhamento comercial. O contrato foi cancelado antes que essa mudança pudesse ser implementada e avaliada.

O caso mostra uma dificuldade da gestão de tráfego: apresentar resultados de mídia não garante que o cliente perceba valor suficiente para continuar.

Metodologia

A análise utiliza o relatório consolidado de 01/01/2026 a 15/07/2026, com dados das plataformas de anúncios e do CRM Tintim. O contexto sobre insatisfação, contratação da CRC e cancelamento vem do relato da gestão do projeto.

Para avaliar as campanhas, foram considerados apenas os contatos, as vendas e a receita atribuídos a Google Ads e Meta Ads. A receita de origens não rastreadas foi excluída do cálculo de ROAS da publicação.

Os indicadores de atendimento apresentados a seguir abrangem a operação inteira, incluindo outras origens. As etapas do CRM representam a situação registrada no momento da extração, sem comprovar todo o histórico de passagem de cada contato.

Estratégia

A aquisição combinava campanhas de pesquisa no Google Ads e ações no Meta Ads para gerar contatos e oportunidades comerciais.

Ao longo do projeto, a discussão passou a envolver também a capacidade de aproveitar essa demanda. O relatório apontava concentração de contatos na etapa inicial e demora no atendimento. Buscávamos uma nova CRC para melhorar a condução comercial, mas essa contratação ainda não havia produzido efeitos quando o cliente decidiu encerrar o contrato.

Na avaliação da gestão, a presença de contatos sem perfil estava dentro do esperado. Entretanto, o CRM não permitia demonstrar essa percepção com segurança: apenas três contatos de toda a base estavam classificados como desqualificados.

Isso limitava o diagnóstico. Um contato sem avanço poderia representar falta de perfil, ausência de acompanhamento, demora na resposta ou desatualização do registro. Era necessário distinguir essas situações antes de atribuir o problema exclusivamente à mídia ou ao comercial.

Resultados

  • Google Ads: R$ 5.280,80 investidos, 333 contatos, nove vendas e R$ 26.800,85 em receita atribuída — ROAS de 5,08x.
  • Meta Ads: R$ 7.764,50 investidos, 401 contatos, 15 vendas e R$ 24.510,00 em receita atribuída — ROAS de 3,16x.
  • Total: 734 contatos, 24 vendas e ROAS de 3,93x.

Na operação completa, 86,9% dos contatos permaneciam registrados em “Primeiro Contato”. O relatório também apontava 16,6% sem resposta e 52,9% com primeira resposta após mais de 30 minutos.

Esses indicadores sustentavam a necessidade de revisar atendimento, acompanhamento e classificação no CRM. Não demonstravam, por si só, que todos os contatos parados eram oportunidades recuperáveis.

Apesar da receita atribuída às campanhas, o cliente cancelou. O resultado registrado não foi suficiente para sustentar sua percepção de valor e a continuidade do projeto.

Também seria precipitado concluir que aumentar a verba resolveria a situação. Ampliar a aquisição com dificuldades comerciais ainda presentes poderia aumentar o volume de contatos sem assegurar melhor aproveitamento.

Conclusão

O aprendizado foi que a retenção precisa ser trabalhada junto com a entrega.

A ideia de um “Projeto de sucesso”, associada aqui à visão do Programa Ascen, ajuda a ampliar a análise: além de campanhas que geram receita, o projeto precisa de condições para atender a demanda, interpretar os resultados e executar as mudanças necessárias. Esta formulação é uma interpretação aplicada ao caso, não uma transcrição dos critérios oficiais do programa.

Neste caso, considero a hipótese de que havia um desalinhamento entre as expectativas do cliente e as condições de evolução do projeto. Isso não permite classificá-lo definitivamente como um cliente inadequado, nem afirmar que a contratação da CRC evitaria o cancelamento.

Para projetos semelhantes, eu reforçaria quatro práticas:

  • Definir desde o início o que o cliente considera resultado e como isso será medido.
  • Revisar amostras de leads com critérios claros de qualificação e motivos de perda.
  • Estabelecer responsáveis, prazos e uma rotina provisória de atendimento enquanto uma contratação estiver pendente.
  • Condicionar a escala à capacidade comercial, aos custos da operação e ao alinhamento com o cliente.

Como não perder um cliente de tráfego? Não existe garantia. Mas este caso mostrou que demonstrar retorno precisa vir acompanhado de uma conversa contínua sobre expectativas, responsabilidades e capacidade de execução.

Referências

Relatório executivo interno do Programa Ascen, emitido em 15/07/2026, com dados consolidados de Google Ads, Meta Ads e CRM Tintim. Relato da gestão sobre o contexto do encerramento.

Anexos

Nenhum anexo incluído nesta versão de teste.

Nota metodológica

Relato de caso descritivo, sem desenho causal. O ROAS considera R$ 51.310,85 em receita atribuída à mídia paga divididos por R$ 13.045,30 em anúncios; não demonstra lucro após os demais custos. O ticket médio de R$ 2.137,95 foi calculado por venda (24 vendas), e não por paciente. Nesta publicação, MQL corresponde aos contatos que alcançaram a etapa “Interessado” ou etapas seguintes do funil cumulativo: 47 do Google Ads e 41 do Meta Ads, totalizando 88 leads qualificados no recorte de mídia paga. As tabelas individuais de campanhas e anúncios do relatório não foram utilizadas, pois o próprio documento informa que ainda refletem um ciclo anterior. A identidade do cliente foi omitida do texto.

Nota metodológica: neste estudo, o ROAS foi calculado dividindo o faturamento pelo investimento em mídia.

Conheça o autor do artigo

Marcel Novaes

Mercadólogo formado pela UniAmérica | Analista de mídia | Gestor de tráfego. Atuação com Google Ads, Meta Ads e Tiktok Ads para empresas de diversos segmentos, possuo mais profundidade em saúde, imobiliário, negócios digitais e negócios locais.

Veja mais no perfil do autor

Veja as conquistas do autor.

Canais documentados

Discussão

Comentários

Compartilhe sua leitura, dúvida ou experiência relacionada a este conteúdo.

Quer participar da conversa?

Solicite um convite para o Métrica Lab e compartilhe sua visão com a comunidade.

Solicite um convite para o Métrica Lab

Continue lendo

Estudos relacionados

01
15 de setembro de 2026 · Marcel Novaes · 5 visualizações

Quando um canal é o que gera leads, mas o outro é o que traz faturamento, o que fazer?

Um dos dilemas clássicos na gestão de mídia: uma plataforma infla o CRM com contatos baratos e em grande volume (baixo CPL), enquanto a outra, com um volume menor, é a verdadeira responsável por converter vendas e garantir o ROAS (alto faturamento e CAC saudável). A solução técnica não é desligar o canal volumoso por impulso, mas seguir as análises a partir dessa informação.

Google AdsMeta AdsCampanhasSaúde
Investimento
R$ 5.809
ROAS
5,1x
Faturamento
R$ 29.480
Vendas
6
Funil de conversão
33,8%6,4%
Contatos278Leads94Vendas6
02
7 de setembro de 2026 · Marcel Novaes · 15 visualizações

“O problema é o tráfego”: talvez o tráfego seja a única parte que está funcionando

"Não vendi nada com tráfego pago" costuma vir com a conclusão pronta: o problema é o tráfego. Mas a venda não acontece dentro do Gerenciador de Anúncios — acontece numa jornada inteira. Um estudo do acervo, com 2.329 contatos, 420 leads qualificados e ROAS de 4,3×, mostra onde a receita costuma ficar presa: no primeiro contato. Antes de mexer na campanha, a pergunta é em qual ponto o cliente desiste.

Globo AdsGoogle AdsiFood AdsLinkedIn AdsMeta AdsNetflix AdsOpenAI AdsOutrosShopee AdsSpotify AdsTikTok AdsTwitch AdsUber AdsUOL AdsWaze AdsX AdsYouTube AdsArtigosAdvocaciaAutomotivoE-commerceEducação e CursoEstéticaEventosFinanceiro e segurosFitness e bem-estarImobiliárioInfoprodutoNutriçãoPetSaúdeTecnologiaVarejo
03
7 de setembro de 2026 · Marcel Novaes · 6 visualizações

Neuromarketing aplicado à mídia paga: 5 conhecimentos úteis e como usar cada um

O neuromarketing explica por que um anúncio funciona; a mídia paga mede se ele funcionou. Este artigo liga as duas pontas: para cada uma das cinco heurísticas ensinadas no curso gratuito de Neuromarketing do Sebrae, indicamos o número do Gerenciador de Anúncios ou do Google Ads que a torna observável e o teste que a comprova ou derruba. É o material complementar do curso, traduzido em métrica de campanha.

Google AdsMeta AdsArtigosSaúde

Editor de distribuição

Crie seu card

Uma cópia para compartilhar. A publicação original não muda.

1080 × 1350